Orientações importantes para lidar com a criança cega
9 de maio de 2018
A criança que perde um dos seus sentidos sente que é inferior aos outros ou talvez perca parte do seu desejo de viver. Aqui recai sobre a mãe a responsabilidade primordial para que este filho cego viva a sua vida como os seus pares sem deficiência.
Passos que facilitam o lidar com a criança cega:-
1- O cego é como qualquer outra pessoa, pelo que deve ser tratado como qualquer pessoa, de forma natural e sem afetação, pois demonstrar afeto excessivo e piedade, especialmente o uso da palavra "coitadinho", fá-lo sentir-se verdadeiramente incapaz.
2- Quando se deparar com uma criança cega, é indispensável cumprimentá-la e apertar-lhe a mão em vez de esboçar um sorriso nos lábios para a saudar.
3- Quando falar com a criança cega, informe-a de que se está a dirigir a ela. Ela não vê os seus olhos para saber que está a falar com ela. Por isso, chame-a pelo nome para que saiba que a conversa lhe é dirigida, especialmente quando estiver inserida num grupo. Deve também virar-se e olhar na direção dela; mesmo que não o veja, ela sente e percebe se está a falar com ela através da direção da sua voz.
4- Não levante a voz ao falar com a criança cega, pois o tom de voz elevado magoa-a e causa-lhe incómodo.
5- Não se sinta constrangido ao utilizar vocabulário relacionado com a visão, como (olha, viste, do teu ponto de vista), pois estas palavras não a constrangem e ela própria as utiliza no seu discurso, mesmo que não veja. E não evite usá-las, porque isso é que a deixará constrangida.
6- Não se sinta constrangido ao falar sobre a cegueira e sobre a sua deficiência, pois isso não a incomoda visto que já se habituou a ela; cabe-lhe apenas adotar a abordagem adequada.
7- Ao entrar onde está a sua criança cega, faça com que ela sinta a sua presença emitindo alguns sons, e não presuma que ela sabe da sua presença, pois ela não o vê quando entra no quarto.
8- Se tiver terminado a conversa e quiser sair do quarto, deve informá-la, pois ela não o vê a sair. É constrangedor para ela falar consigo a pensar que ainda se encontra no quarto e descobrir depois que estava a falar sozinha.
9- Não a sobrecarregue com ajudas, especialmente nas situações em que pode realizar a tarefa sozinha, porque desse modo estará a torná-la incapaz de executar as ações mais simples. Com o passar do tempo, nunca conseguirá ser autónoma e a sua dependência dos outros será total.
10- Se a sua criança cega realizar uma tarefa simples com autonomia, não olhe para ela com espanto como se a sua ação fosse um milagre, nem lhe diga: «Fizeste isso sozinho sem ajuda?»
11- Se quiser orientar a sua criança cega para alguma coisa, não lhe diga: «Ali», mas seja preciso na explicação e diga-lhe: «À tua direita, a dois pés de distância».
12- Ao estar nalgum local com a sua criança cega, explique-lhe o que se encontra ao seu redor.
13- Não deixe as portas entreabertas, pois isso expõe a sua criança cega ao risco de colisão.
14- Se for necessário alterar o mobiliário do quarto ou mudar qualquer peça do sítio a que a pessoa cega está habituada, deve informá-la dessa mudança a fim de evitar quaisquer choques inesperados.
Referências:-
Al-Hadidi, Muna Subhi (2013), Introdução à Deficiência Visual, Dar Al-Fikr para Publicação e Distribuição.
Shakkour, Jalil Wadi' (1995), Com Deficiência mas Notáveis, Dar Al-Arabiyah lil-Ulum Nashiroun.
Al-Azza, Saeed Hosni (2000), Saeed Hosni, A Deficiência Visual, Dar Al-Thaqafa para Publicação e Distribuição.
Publicado originalmente em árabe. Esta versão em português foi produzida com tradução assistida por IA; o original em árabe permanece como referência.




